O Município

Na época da Proclamação da República. A Lei nº 934, de 31 de julho de 1879, criou no lugar chamado Bagre, pertencente ao Município de Oeiras, uma capela que, por meio da Lei nº 1.173, de 23 de abril de 1883, passou para o Município de Melgaço e, em 1887, pela Lei nº 1.306, de 28 de novembro, foi elevada à condição de Freguesia, permanecendo, assim, até a República.

Por solicitação de seus habitantes, o Governo Provisório do Estado, em 28 outubro de 1890, pelo Decreto nº 210, criou o Município. Em 1925, a Lei nº 2.496 – A de 4 de novembro, anexou o Município de Bagre ao de Oeiras (extinto pela Lei nº 2.116, de 3 de novembro de 1922) e o elevou à categoria de distrito judiciário, sendo o 3º da Comarca de Breves.

Bagre pertenceu, sucessivamente, aos municípios de Portel, por meio do Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, Curralinho segundo Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930 e, em 1935, com a Lei nº 8, voltou a pertencer a Portel, apresentando-se como um de seus distritos, o que foi considerado pelo Decreto-Lei nº 2.972, de 31 de março de 1938.

Pelo Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o Município de Portel perdeu para Oeiras o distrito de Bagre. Em face do disposto no Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de novembro de 1943, o Município de Oeiras e o distrito de Bagre passaram a denominar-se Araticu, constituído de dois distritos: Araticu e Bagre.

Bagre, até 1961, pertencia ao Município de Araticu. Hoje, a Oeiras do Pará. A Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, lhe restituiu a autonomia municipal. O Município é constituído dos distritos de Bagre e Pedreira.

CULTURA

A memória cultural e histórica do município de Bagre está intimamente ligada ao município de Oeiras do Pará.

A razão está no fato de que Bagre foi desmembrada do antigo município de Oeiras, ganhando autonomia municipal, em 1961. Como expressão religiosa, destaca-se a festa de Santa Maria, padroeira do lugar, realizada no período de 20 a 30 de maio, com Círio fluvial, arraial, ladainha e festa dançante.

Os equipamentos culturais resumem-se a uma Biblioteca e uma Casa da Cultura, vinculadas à Prefeitura Municipal.

ASPECTOS FÍSICOS – TERRITORIAIS

LOCALIZAÇÃO

O município de Bagre pertence a mesorregião do Marajó e a microrregião de Portel. A sede Municipal, tem as seguintes coordenadas geográficas: 01º 53′ 54″ latitude Sul e 50º 12′ 13″ longitude Leste de Greenwich.

LIMITES

Ao Norte – Municípios de Breves e Curralinho Ao Sul – Municípios de Portel e Baião A Leste – Municípios de Oeiras do Pará e Baião A Oeste – Município de Portel SOLOS Predominam o Latossolo Amarelo distrófico textura média, Plintossolo distrófico textura indiscriminada e Gley Pouco Húmico distrófico textura indiscriminada. Há, ainda, a presença de Gley Pouco Húmico e Solos Aluviais eutróficos e distróficos textura indiscriminada.

VEGETAÇÃO

A cobertura vegetal do Município é representada pela Floresta Densa dos baixos platôs. Ao longo da margem do rio Pará e do baixo curso dos seus afluentes, encontra-se a Floresta Densa da planície aluvial, da sub-região dos furos de Marajó, com intensa presença de palmeiras, principalmente do açaizeiro, da floresta ciliar, ocupando os terraços. Onde a cobertura vegetal primária foi removida pela ação dos agricultores, surge a Floresta Secundária, em diversos estágios de regeneração. Pequenas formações campestres são encontradas nas áreas mais deprimidas, sujeitas à inundações pela ação das chuvas.

PATRIMÔNIO NATURAL

A alteração da cobertura vegetal, observada em imagens LANDSAT-TM, do ano de 1986, era de 38%. Os rios Jancundá, Panaúba e Pará são os acidentes geográficos mais importantes, bem como a praia Vila nova, a 3 Km da cidade de Bagre de grande beleza cênica. O Município apresenta áreas com cobertura florestal, em bom estado, que devem ser preservados.

TOPOGRAFIA

A topografia é quase inexpressiva, execução feita às áreas de platôs, onde estão AS partes mais elevadas, com 115 m ao sul. Entretanto, quanto à altitude da sede do Município, há referência de que está a 16 metros acima do nível do mar.

GEOLOGIA E RELEVO

O arcabouço geológico do município de Bagre é representada por sedimentos terciários e quaternários, com predominância dos últimos que são constituídos por cascalhos, areias e argilas, enquanto que apenas, NO sul do Município, afloram os sedimentos terciários do Grupo Barreiras. Refletindo essa estrutura, o relevo é bastante modesto, com a presença de áreas de terraços aluviais, áreas inundáveis e platôs interiorizados, inseridos na unidade morfoestrutural conhecida como Planalto Rebaixado da Amazônia (do Baixo Amazonas).

HIDROGRAFIA

A principal drenagem do Município é o rio Jacundá que corta seu território, NO sentido sudeste-noroeste, tendo como principais afluentes os iguarapés Águas-Claras, Açu, Braço, Repartimento do Jacundá e o rio Juruparu que deságua na Baia das Bocas.

Destaca-se, ainda, o rio Panaúba que, em sua foz, na baía das Araras, banha a sede municipal, e tem como principais afluentes o rio Tachi e os igarapés Pirarucu e Pimenta. Fazendo limite, a leste, com Oeiras do Pará, encontra-se o rio Mocajuba e, a noroeste, o rio Jaguarajó, limite com Portel. Ao norte, encontra-se a baia das Bocas, limite com Melgaço e baía das Araras, limite com Curralinho, onde estão situados diversos furos e ilhas.

CLIMA

Pela classificação de Kôppen, o clima corresponde ao tipo Ami que assim se qualifica; média mensal com temperatura mínima superior a 18º C; estação seca de pequena duração e umidade suficientes para manutenção da floresta e amplitude térmica que não ultrapassa 5º C. Há ligeira variação para o tipo Aw, com chuvas que ocorrem, com incidência de fevereiro a abril.

Como em toda a Amazônia, a temperatura do ar se apresenta elevada com média de 26,3º C, máxima de 32,4º C e mínima de 24,1º C.

A umidade relativa está sempre acima de 80%. A precipitação pluviométrica está regulada em cerca de 2.202 mm anuais.

Abril é o mês considerado como o de maior pluviosidade, chegando a registrar cerca de 441 mm. Novembro é o mês menos pluvioso, NO qual já se registraram apenas 9 mm. Pelas condições climáticas, segundo o método do balanço hídrico de Twornwaite, constata-se que, NO Município, a maior disponibilidade de água NO solo se refere ao período entre os meses de fevereiro a junho.


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